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Sábado, 02 de junho de 2012, fui convidado a
apadrinhar um casamento homoafetivo de duas amigas (sim, casamento de duas
mulheres) Cátia e Patrícia. Um casamento civil muito lindo e de muita emoção.
O salão estava todo lindo, decorado, flores e muita gente
linda esperando as noivas. Nesse momento, aparece, então, a noiva vestida de
fraque preto, linda e reluzente acompanhada de sua
mãe; uma senhora já de seus sessenta e poucos anos que seguia com a sua filha
até ao altar onde se encontravam os padrinhos e o juiz de paz. Logo em seguida
ao som da marcha nupcial eis que surge a noiva, linda de vestido branco com
cauda enorme. O mais emocionante de tudo era o seu pai um SENHOR de 84 anos
acompanhando sua filha em passos curtos bem abraço a ela, bem emocionado.
Chegando ao altar para entregar o fruto de seu casamento a uma outra menina,
todo elegante diz com um ar sorridente, mas com expressões no rosto já de um
senhor cansado e judiado com tempo: ”Ame minha filha como eu amei minha esposa
é assim que entrego ela a você”. Confesso que escorreu algumas lagrimas de meu
rosto vendo a cena, assim como todos lá presentes no casamento. Tudo em si foi
muito bonito, organizado, dentro da lei, mas o Senhor de 84 mostrando essa
atitude de entregar a sua filha para outra menina na frente de várias pessoas e
com aquele sorriso no rosto não teve preço; teve animo, teve emoção, teve
atitude de uma pessoa vivida que aprendeu a respeitar as diferenças. Suas
poucas palavras foram de que apenas fizesse a sua filha feliz; isso é o que um
pai e uma mãe quer para o seu filho, e ele soube que mesmo sendo duas mulheres
ela é e vai ser mais feliz ainda depois desse dia. Me peguei pensando depois
com tudo isso, o que faz essas pessoas novas de hoje em dia terem preconceito,
terem nojo de dois homens ou duas mulheres se beijando? Não sei, e nem quero
entender isso, só entendi com aquele senhor de 84 que o que ele aprendeu em sua
vida é que com Amor duas pessoas se completam,,,
Espero que quando eu chegue aos meus 84
esteja com o mesmo animo e carisma que ele teve naquele dia em se expor na
sociedade e fazer o que ele fez na frente de todos. Espero mais ainda que os
novos de hoje que pensam ao contrário possam ao menos mudar 50% dos preconceitos
e ver o lado interno das pessoas que se amam indiferentes do seu sexo, credo ou
cor. Igual a ele digo e repito: são pessoas que se amam e Deus os fez assim.
Parabéns as noivas!
Cristiano Roese - Open House
Suplente de Coordenação Geral - Plural - Coletivo LGBT

Belo Exemplo
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