15 de mar. de 2013

RACISTA HOMOFÓBICO NÃO NOS REPRESENTA


O ano de 2013, ainda em seu começo, fica marcado para nós com o maior ataque à população LGBT vindo da Câmara dos Deputados. A eleição antidemocrática do deputado pastor Marco Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara espanca os oprimidos, esmaga as minorias.

Por barganha política do governo Dilma, o Partido Social Cristão (PSC) ocupa 9 das 18 cadeiras da CDHM, e agora elege seu deputado autor de discursos racistas e homofóbicos como líder dessa comissão. Eleição esta que ocorreu de portas fechadas, proibindo a entrada de movimentos sociais, por estarem em maioria contra a indicação de Feliciano. Neste mesmo dia, Bolsonaro se dirigiu a manifestantes do Movimento Negro e ordenou que voltassem para o zoológico. Mais tarde, levantou cartaz com a frase "QUEIMAR ROSCA TODO DIA". O suficiente pra configurar crime inafiançável de racismo e quebra do decoro parlamentar por desrespeito às cidadãs e cidadãos. Acontece que Bolsonaro já foi acusado desses crimes no ano passado, e retrasado também, nem preso, nem cassado, tá lá!

Os protestos seguem na Câmara dos Deputados, nas ruas das principais capitais, nas redes sociais e uma petição pública online recolhe assinaturas pedindo a anulação da eleição de Feliciano. Enquanto isso, a bancada do PSC devolve um pouco do dízimo a alguns fiéis, fretando ônibus e pagando lanches para que ocupem a Câmara manifestando apoio ao pastor fundamentalista. A maioria dos movimentos LGBTs e representantes de outras minorias que se sentem agredidas por esta composição da comissão, não pode estar lá, estamos sendo muito bem representados por militantes guerreiros em Brasília. Saem dos seus trabalhos, gastam com deslocamento, material pra protesto e alimentação, gritando num governo antidemocrático que só escuta o que traz lucro, contra deputados que ganham R$ 26.723,13 pra atacar minorias.


Eles estão lá, sentados em seus gabinetes, com suas fartas contas bancárias, expondo seus sorrisos debochados que nos espancam nas ruas. Seguimentos que pregam o extermínio das minorias, como a cultura Skinhead Neonazista, vêem um racista e homofóbico assumir a presidência de uma comissão que deveria defender essas minorias. Saem nas ruas mais cheios de "razão", com mais soqueiras, mais sarrafos, mais facas e matam 1 LGBT a cada 26 horas.

Todas essas atrocidades nos dão respostas à frequente pergunta: "Pra quê movimento LGBT?"

Se não tirarmos Marco Feliciano da CDHM no grito hoje, amanhã nos calaremos retrocedendo aos campos de concentração! FORA FELICIANO! FORA PSC!

Oscar Santos
gay
Acadêmico de Ciências Biológicas
Ativista do Plural - Coletivo LGBT

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