Professorxs do ensino médio e do superior nos falaram do quanto era necessária a discussão que levávamos até elxs. Teve gente que trocou horários de trabalho e conseguiu participar de todos os debates em todos os locais. Uma secundarista nos escreveu, em um pedaço de papel rasgado: “Simplesmente vocês estão de parabéns, parabenizo pelo trabalho o qual vocês vem trazendo a todos nós (...) É lindo ver como vocês tem coragem de fazer esse trabalho, de trazer a realidade de vocês para nós.” E à noite, foi a vez da comunidade médica ouvir o que aquelxs desprovidxs de muitos privilégios da sociedade heterossexista, tinham a dizer sobre a área da saúde.
Na oficina de confecção de materiais do sábado, pessoas que nunca participaram das reuniões do Plural apareceram, nos ajudaram, conversaram e se integraram. Até desabafaram um pouco sobre suas dificuldades com questões familiareS. O Plural é feito de muita luta, e essa parte de “grupo de apoio” faz parte dessa luta, e é indispensável.
Dormimos sábado com medo de um domingo nublado e chuvoso, e acordamos às 07 da manhã com um Sol que iluminou o Parque da Gare durante o dia inteiro. Iluminou nossas cores, nossas caras à tapa, nossas vozes em gritos por liberdade, nossa cultura. Mães e pais com filhxs acompanhando o dia todo. Centenas de pessoas, e quando a marcha se desloca em direção à Avenida Brasil, se percebe nitidamente uma multidão de mais de 5 mil lutadorxs. Um verdadeiro exército na guerra contra as opressões.
De quarta a domingo, a Semana da Diversidade movimentou mais de 6 mil pessoas. Uma organização que contava com cerca de 30 Pluralistas. Encerramos o ciclo de debates e atividades com a certeza de que muitas pessoas saíram de uma zona de conforto do senso comum opressor, e outras tantas foram instigadas e ao menos colocaram um pé para fora dela. E nossa luta por liberdade continua!


Nenhum comentário:
Postar um comentário